Essa legislatura da Câmara Municipal ficará para história como uma das mais pífias do município. A cereja podre no bolo estragado foi a decisão de aumentar para R$ 8 mil os salários dos vereadores do próximo mandato. Diante do ridículo voltaram atrás depois de algumas semanas, todavia o pouco do que restava da reputação da casa já tinha evaporado.
Foi um assunto que não houve situação e oposição. Dos dezessete vereadores, apenas três não votaram a favor desse projeto esdrúxulo. João Luis (sem partido) não esteve presente na votação, Robertinho (PSDB) não deu o seu voto por ser presidente da Câmara e Gustavo Stupp (PDT) foi o único que votou contra na sessão. No entanto, os três silenciaram diante do acontecimento. Somente depois da repercussão decidiram falar.
O projeto era um “monstrengo” incompatível em todos os aspectos. A cidade tem uma arrecadação pequena, o valor estava fora da realidade das Câmaras da região e nenhum vereador fez por merecer essa bolada mensal. Se o poder público fosse uma empresa, um bom gestor nunca pagaria R$ 8 para um vereador e muito menos teria dezessete deles. Não se pode jogar dinheiro na lata do lixo, mas a democracia, o menos ruim entre todos os tipos de regimes, proporciona este tipo de aberração.
Ao eleitor cabe o papel de escolher bem os representantes. Votar no vizinho gente fina ou no amigo de infância quase sempre é uma péssima escolha.
1 comentários:
Vamos torcer para a qualidade melhorar a partir de 2013...
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